Sítio Santa Bárbara

Produtos: geleias, doces, compotas, farinhas.

Local: Rua Milton Prudêncio de Morais, 143 – Cachoeira Grande – Magé/RJ

Tel: 99879-1004 / 98457-3432

E-mail: jujumedeirosdiniz@gmail.com

Contato: Juliana de Medeiros Diniz

 

Juliana de Medeiros Diniz nasceu em Cuité, Paraíba, e saiu de casa aos 20 anos de idade para se aventurar pelo Rio de Janeiro. Lá, sua família estava envolvida na agricultura e assim continua até hoje. Trabalham principalmente com o sisal para tecelagem, mas também cultivam feijão, milho, algodão, batata doce. À época, além de agricultora, Juliana era tecelã, o que facilitou sua vida no Rio de Janeiro.

Aqui chegando teve como seu primeiro emprego a costura, e não parou mais, trabalhou como vendedora ambulante em vários lugares do Rio e também como garçonete, servindo cafezinho até na antiga rádio Tupi.

Voltou a ter contato com a agricultura quando foi convidada para ser caseira no Sítio Santa Bárbara, localizado em Magé. A proposta do dono do lugar era derrubar toda a mata para plantar eucalipto e criar avestruz, mas ao começar a cuidar do sítio Juliana o convenceu a trabalhar a terra para produzir alimentos saudáveis. Com o conhecimento que trazia da terra natal e com muito esforço e aprendizagem constante passou a produzir todo tipo de frutas e legumes. Aos poucos foi conquistando sua independência e autonomia e hoje está prestes a adquirir o sítio do seu dono.

No paraíso agroecológico que ajudou a criar existem mais de 80 tipos de frutas, muitas das quais são desconhecidas por quem vive nos grandes centros urbanos.
Você conhece grumixama? E araticum? Já teve oportunidade de arrancar uma folha no pé e sentir o cheirinho de canela? Tem noção da quantidade e sabor dos diversos tipos de banana?

Tudo isso e muito mais pode ser encontrado no sítio Santa Bárbara, onde além da grande diversidade de frutas, produz muitos legumes e verduras, como berinjela, abóbora, jiló, quiabo, inhame, aipim, pimenta, pimentão e maxixe.

Juliana mantém seu sítio como uma ilha agroecológica rodeada de agricultores convencionais, que usam muito agrotóxico. Por isso precisa proteger ao máximo seu sítio da contaminação. Sua principal defesa é uma densa cerca viva que rodeia sua terra.

Além de cuidar da terra e vender seus produtos frescos na Feira Agroecológica da Freguesia, Juliana passou a agregar valor aos alimentos, produzindo farinhas de jiló, berinjela e quiabo, entre outras, todas utilizadas para tratamentos diversos. Ela também criou a Cozinha Colher de Pau onde produz frutas cristalizadas, conservas, geléias de frutas, balas e outros tipos de doce. Com essa produção, Juliana passou a vender também em estabelecimentos mais distantes no Rio, além de conseguir fornecer para uma escola estadual de Magé.

Para não se perder na produção, Juliana organiza e anota tudo o que faz no sítio: cada plantação e colheita realizada, cada galinha que ela “deita”. Apesar de ser muito trabalhoso ela gosta do que faz e conta que não consegue mesmo é ficar parada. Quando fica doente e tem que ficar de repouso é um sacrifício, pois o costume é de estar sempre na lida.

Juliana tem também atuação marcante em grupos de mulheres agricultoras, participa ativamente da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ) e é presidenta da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais e Agricultores Familiares do Município de Magé (Coopagé). Tanto a cooperativa como a Cozinha Colher de Pau são parceiros do projeto Alimentos Saudáveis nos Mercados Locais e têm recebido apoio técnico da ASPTA. Em seus diversos encontros fica abismada como ainda hoje em muitas famílias as agricultoras são exploradas em suas próprias casas e não têm a dimensão de sua importância enquanto trabalhadoras.

Acredita que a comunicação e troca de experiências favorece o fortalecimento dessas mulheres, que já são guerreiras, mas não têm noção de sua força. Segundo ela, participar do grupo de mulheres da AARJ mudou sua vida, pois encontrou um espaço onde sua experiência é valorizada e onde a busca por uma vida mais justa e saudável, em todos os âmbitos, é compartilhada com outras.

Assim, Juliana conquista a todos com sua sabedoria, transmitindo seus conhecimentos e lutando para disseminar a cultura agroecológica.

 

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